Minha mãe

Sempre quando falo da minha mãe digo que não costumo falar dela, pelo menos não dela morta. Costumo finjo que ela vai chegar na quinta e que está num plantão interminável. Finjo, quando vou chegar em casa, que ela terá feito “fritada” com purê e salsicha. E que a noite ela está no quarto ao lado.

Sim, eu finjo!

Finjo conversar com ela quando estou triste, finjo que ela me dá conselhos, finjo que conto meu dia a ela antes de dormir. Não consigo fingir que ela escuta, ela é capaz de me escutar.  Para mim é impossível fingir que ela está viva – ela está e as vezes sinto sua presença. E isso é a melhor coisa do mundo. Porque não pode uma pessoa que te amou tanto morrer. Mães não morrem, porque se morressem o que aconteceria com os filhos? Mãe não morre! Ela chega já…

Minha mãe era a coisa mais linda do mundo, tinha cabelos curtos, nariz pequeno, bochechas como as minhas e me achava a coisa mais linda do mundo. Ela sempre estimulou que a ler, a desenhar e escrever: “Mãe, obrigada por isso. Acho que tudo que eu gosto está relacionado a você, esse blog, meus desenhos e minha leitura. Obrigada por quando criança me dar um livro, pincéis, lápis de pintar, cadernos e sonhos…”. Ela sempre chegava com uma surpresa, as vezes brinquedos bestas, gibis, uma história ou um segredo. Ela me via com os olhos que ninguém jamais irá me vê, confiou em mim e sonhou comigo. Quando eu era pequena e perguntei de onde vinham os bebês ela me disse que vinham do coração. E eu imaginei eu, Rodrigo e Ramon vivendo no coração, para mim isso foi perfeito.

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